Sei que vou lhe perder.
Mais aprendi desde pequeno que o importante é participar.
A partida mal começou meu bem e bola na trave não altera o placar.
Ele tem muito dinheiro e desfila com seu mais brilhante terno.
Eu só tenho fome e moro de aluguel não tenho muito para contar.
Ele vai para o exterior tem pinta de bom moço.
Mais quando o assunto é samba ele da no pé.
Quando se trata de amor eu lhe amo com clareza.
Mais infelizmente o amor não põe comida na mesa.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Samba Canção
Cada Gota que cai na minha costela foi ela a culpa é dela.
Cada infiltração nesse nosso amor cigano, profano.
Se caiu um avião na embaixada ou na favela, eu grito foi ela.
Se eu fico embriagado batucando em uma panela, megera a culpa é dela.
E eu não vejo graça nessa peça que me aplica, implica me domina.
Hoje tinha sol e derrepente a tempestade, foi ela só por maldade.
O guarda-chuva que eu ganhei do meu avô, não abre nem cabe.
Toda a saudade que eu levo junto ao peito, defeito não bate.
Vem cá minha pretinha vem.
Pro seu neguinho que vem.
Ele me liga toda a madrugada, me joga na cara.
Que anda com outra mulher que é pra aborrecer, mal sabe que gosto.
Desse teu jeito ranzinza do teu jeito de me comer, com olhos e bocas.
Eu não sou a santa e confesso a você, que durmo com outros.
Não adianta moço tentar me aprisionar nos quartos e salas.
Que eu sou moça feita e passageira com o tempo, um bloco cinzento.
Os pés descalços na areia contra o vento, coitado ciumento.
A brisa que bate junto aos coqueiras, refaz meu erro.
Cada infiltração nesse nosso amor cigano, profano.
Se caiu um avião na embaixada ou na favela, eu grito foi ela.
Se eu fico embriagado batucando em uma panela, megera a culpa é dela.
E eu não vejo graça nessa peça que me aplica, implica me domina.
Hoje tinha sol e derrepente a tempestade, foi ela só por maldade.
O guarda-chuva que eu ganhei do meu avô, não abre nem cabe.
Toda a saudade que eu levo junto ao peito, defeito não bate.
Vem cá minha pretinha vem.
Pro seu neguinho que vem.
Ele me liga toda a madrugada, me joga na cara.
Que anda com outra mulher que é pra aborrecer, mal sabe que gosto.
Desse teu jeito ranzinza do teu jeito de me comer, com olhos e bocas.
Eu não sou a santa e confesso a você, que durmo com outros.
Não adianta moço tentar me aprisionar nos quartos e salas.
Que eu sou moça feita e passageira com o tempo, um bloco cinzento.
Os pés descalços na areia contra o vento, coitado ciumento.
A brisa que bate junto aos coqueiras, refaz meu erro.
Testamento
Busquei a felicidade mais que tolo fui.
Sentado aqui de cima posso ver.
Tudo aquilo que preciso.
Tenho tudo que preciso.
Amigos para sentar no bar sem medo da manhã.
Dispostos a botar o rosto contra a luz.
Tenho samba suficiente para sustentar
Uma mulher em cada esquina para o amor jurar.
Tem estrada pra cantar e conhecer.
Lugares lindos a beira mar.
E um bocado de saudade.
Tem jangada e tempestade pra agitar.
Tuas claras manhãs distorcidas.
Tive risos de chorar
E amores que não vale apena lembrar.
Mais de uma coisa tenha certeza.
Não quero amor nem quero pureza.
Pois aqui dentro tudo que vais encontar.
È um testamento de tristeza
Sentado aqui de cima posso ver.
Tudo aquilo que preciso.
Tenho tudo que preciso.
Amigos para sentar no bar sem medo da manhã.
Dispostos a botar o rosto contra a luz.
Tenho samba suficiente para sustentar
Uma mulher em cada esquina para o amor jurar.
Tem estrada pra cantar e conhecer.
Lugares lindos a beira mar.
E um bocado de saudade.
Tem jangada e tempestade pra agitar.
Tuas claras manhãs distorcidas.
Tive risos de chorar
E amores que não vale apena lembrar.
Mais de uma coisa tenha certeza.
Não quero amor nem quero pureza.
Pois aqui dentro tudo que vais encontar.
È um testamento de tristeza
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Azul da cor do mar
Quando os olhos pesados deparam-se em um quadrado mágico.
Com um azul imenso, tão profundo que é capaz de afogar a própria alma.
Nas profundezas tuas fragilidades estão ocultas, subiste com pequenas bolhas tristes.
Quando o cheiro ainda está no ar, e ausente e presente estão em um corpo só.
Inseparáveis como as flácidas marcas do teu passado que pretende esquecer.
A mulher de carne crua despiu-se eternamente em teu ser.
Com os olhos tímidos te suplica por ternura.
Gargalhadas e gritos não te deixam dormir em paz.
Calma negão, sente-se e pegue o violão que há de vir uma eterna canção.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Eu te amo
A arte reflete como um espelho.
O silencio breve e passageiro ergue tua aura.
Hoje a cidade desaba sobre meus pés.
Os prédios velhos, sem graça e os nem tão velhos assim
Estão estagnados, firmes ao tempo.
Mas com os olhos de um bandido ele o leva
A maquina flutuante carrega almas pelo espaço.
O abraço amigo serve até certo instante.
Escuto de longe os gritos famintos das fabricas.
Os cães estão a rosnar e por um segundo me esqueço de tudo.
Planos são totalmente dispensáveis, me ponho contra o vento para me sentir vivo.
Em um momento submerso em minha alma,a encontro solidamente.
Tão firme quanto esse quadrado que divide os cômodos.
Não tenho retrato para beijar, apenas alguns resíduos que me são suficientes.
Abro as páginas da tua vida, viro meu rosto e me deparo com o azul sem fim.
Apenas três dedos nos separam, e você onde está agora?
Fecho meus olhos e sinto teu beijo, sei que és teu.
Meu coração tudo vê.
Uma cidade mágica pairando no ar, de encantos mil.
Dos famintos, das bocas sedentas, olhares vulgares e amantes monumentais.
Se puderes agüentar ao tempo, somente ele dirá.
Caminho sem destino até encontrar uma flor que nasce em meio a selva de pedra.
Ela quebra o concreto plano não ouso a colher.
És perfeita.
Com os passos embriagados passo pelas moças de vestidos e decotes.
Uma beleza artificial, mórbida a qual não necessito mais.
Preciso do brilho e do calor do teu corpo, o teu amor mor.
Nos meus sonhos estás pura sem panos nem maquiagem, na mais completa perfeição.
Um monumento colossal de prazer e sensibilidade, a qual nem os deuses resistiriam a tentação e as regras facilmente seriam quebradas.
Ditaste a receita, mas eu de teimoso torno a reinventar.
A palavra proibida repete em cada dia de minha existência, suplicando ao vento que sopre em teu ouvido.
Nas minhas regras o que não vale é ficar ausente nesse sonho, não vale deixar esse amor mor morrer.
Me tens pela eternidade.
Eu te amo.
Stanis.S.
Stanis.S.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
A marcha da solidão
A marcha da solidão passou aqui.
A morena, a viola com seu amor.
Baldeando o meu peito, cansado, surrado.
A espera do redentor.
Guardei teu fio de cabelo, teus poemas, teus segredos.
O sorriso largo e vibrante que carregas.
Derruba qualquer batalhão.
E eu como um bobo chorão, leio e releio todo dia.
Escrevo reescrevo.
Mas nenhuma palavra define tal mulher, sou seu aprendiz.
Ensinavas-me todo o dia a amar e não havia carícia que saciava minha fome.
Queria voltar no tempo, olhar teu sono leve e sereno.
Agradecer cada minuto, cada suspiro.
Fazendo do amor como um simples desejo.
Meu amor é muito maior que o desejo.
Não há tempo que o desbote, não existe mulher que o apague.
Hoje anda por becos tristes, não há cor que disfarce.
Meus olhos voam longe em busca dos teus.
Mas não encontro em lugar nenhum.
Minhas mãos estão vazias, não encontro sua pele macia.
Seu perfume ainda está aqui na cama vazia
Pobre coração egoísta porque choras.
Porque não me deixas dormir?
Como esquecer a voz suave, o abraço carinhoso.
Como, como?
Não sou feito de ferro, e tu choravas porque cortava cebola?
A vida é única é rara, não quero me desfazer desse amor.
Ninguém tem o direito de furtar de mim.
Meu mundo é escuro não tem sol.
O teu é cheio de sol e seus raios aquecem o coração de quem o tem.
Os pássaros cantam Buarque de Holanda incansavelmente.
O vento recita Neruda, as pessoas não têm maldade.
Todos felizes. Escritores, poetas, cantores...
O botequim canta as avessas, o mar toma conta da alma.
Você está longe e tão perto.
Conto os dias, conto as horas.
Para ver quanto tempo aguento, longe dos teus versos.
Stanis.S.
Stanis.S.
O homen de ferro (Canção)
Grita, estanca o peito, peito sem desejo.
Ferida exposta, cinzas do carnaval.
Sabes mais que tudo, tudo é tão pouco.
Verde verdejante a vida é covarde.
Ergue avenidas pra tua saudade.
Quanto o poema de fato tão honesto.
Como em um soneto, um choro para Joana.
Vida se declama um quadrado exato.
Já cansei de ser o herói dessa aventura.
Um homem de ferro pela rua. (sobre a lua)
Quero a carne crua, teu sangue tuas rugas.
Ver a lua preza por um cordão.
Ducado nenhum será o meu refrão.
Ando tão sólito dentro a escuridão.
Rasgo o meu passado tranco no porão. (portão)
Luz da primavera, luz na contramão.
Quero padecer morrer nessa canção.
A vida não tem vez, mocinho ou vilão.
Stanis.S.
Stanis.S.
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