quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Azul da cor do mar



Quando os olhos pesados deparam-se em um quadrado mágico.
Com um azul imenso, tão profundo que é capaz de afogar a própria alma.
Nas profundezas tuas fragilidades estão ocultas, subiste com pequenas bolhas tristes.
Quando o cheiro ainda está no ar, e ausente e presente estão em um corpo só.
Inseparáveis como as flácidas marcas do teu passado que pretende esquecer.
A mulher de carne crua despiu-se eternamente em teu ser.
Com os olhos tímidos te suplica por ternura.
Gargalhadas e gritos não te deixam dormir em paz.
Calma negão, sente-se e pegue o violão que há de vir uma eterna canção.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Muito bonito, como quase tudo que vejo por aqui. Parabéns, poeta!
    ;)

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